GM pagará US$ 220 mi por dados de motoristas
Publicado em 29/10/2026
A General Motors (GM) concordou em pagar US$ 220 milhões para encerrar acusações legais envolvendo a venda ilegal de informações de localização e hábitos de motoristas para corretoras de dados. O acordo multiestatal foi firmado com uma coalizão de 36 procuradores-gerais dos Estados Unidos e estabelece novas obrigações para a montadora no que tange à coleta e ao gerenciamento de informações pessoais de condutores.
O escândalo do programa Smart Driver
As investigações focaram no programa ‘Smart Driver’ da montadora, atualmente descontinuado. A iniciativa coletava métricas detalhadas sobre o comportamento ao volante, incluindo velocidade, padrões de frenagem, aceleração e a duração exata das viagens realizadas pelos proprietários dos veículos. Segundo as autoridades, esses registros eram repassados a intermediários, permitindo que seguradoras adquirissem os dados e aumentassem os valores dos prêmios de seguro cobrados dos consumidores.
Além da comercialização não autorizada, os estados apontaram que a empresa falhou em informar adequadamente os compradores de automóveis sobre a inscrição no programa de monitoramento, pegando muitos motoristas de surpresa.
Termos rigorosos e consentimento obrigatório
Como parte dos termos do acordo anunciado, a montadora norte-americana precisará restringir significativamente o volume de informações coletadas de seus veículos. A companhia também passa a ser obrigada a obter o chamado ‘consentimento expresso’ dos usuários antes de realizar qualquer tipo de coleta de dados de condução.
- Pagamento total de US$ 220 milhões para resolver o caso nos 36 estados participantes.
- Obrigatoriedade de limitar a coleta de dados de telemetria dos motoristas.
- Exigência de permissão explícita prévia dos proprietários de veículos para qualquer monitoramento.
Repercussão política e acordos anteriores
O caso foi liderado em conjunto por procuradores de estados como Oregon e Washington, contando com a adesão de de outras regiões importantes, a exemplo de Nova York, Flórida, Michigan e Pensilvânia. Representantes legais destacaram que os consumidores adquiriram veículos de passeio e não dispositivos de rastreamento fiscalizados por terceiros.
O acerto financeiro atual sucede um compromisso anterior firmado poucos meses antes, no qual a montadora já havia concordado em pagar US$ 12,75 milhões para solucionar acusações semelhantes exclusivamente no estado da Califórnia. Com o novo patamar de indenizações e exigências operacionais, o setor automotivo enfrenta um escrutínio cada vez mais severo sobre a privacidade digital dos motoristas modernos.
Fonte: theverge.com
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