Estrela morta revela futuro do Sistema Solar com discos
Publicado em 30/10/2026
Astrônomos identificaram uma estrutura inédita ao redor da anã branca J1328−1450, o núcleo remanescente de uma estrela parecida com o Sol. Utilizando o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), a pesquisa revelou dois discos concêntricos de detritos divididos por uma lacuna, trazendo novas perspectivas sobre o destino de sistemas planetários após a morte estelar.
A dinâmica surpreendente de uma anã branca
Estrelas semelhantes ao Sol passam por transformações drásticas no fim de suas vidas, expandindo-se e expelindo camadas externas que podem engolir mundos vizinhos. No entanto, os restos rochosos que sobrevivem costumam fragmentar-se em um anel de detritos. No caso da J1328−1450, a configuração é dupla, estável e mantida possivelmente por dois corpos celestes sobreviventes.
- O corpo interno tem dimensões comparáveis às de um asteroide.
- O objeto externo pode alcançar o tamanho da Lua ou de Plutão.
O astrônomo Nicola Gentile Fusillo, da Università degli Studi di Trieste, destacou que este é o primeiro exemplo documentado de um sistema complexo com um disco duplo e dois planetesimais remanescentes.
Análise química e o futuro da Terra
Por meio do instrumento X-shooter no deserto do Atacama, no Chile, a equipe analisou a velocidade do gás e detectou elementos como cálcio, oxigênio, magnésio e ferro. O anel interno mostrou-se rico em magnésio, enquanto o externo carece desse elemento, sugerindo origens distintas em corpos variados ou em diferentes camadas de um mesmo planeta.
Segundo Felipe Lagos-Vilches, coautor do estudo, o fenômeno ajuda a compreender como estruturas planetárias resistem após a morte das estrelas, antecipando o que poderá ocorrer com a Terra quando o Sol completar sua evolução rumo ao estágio de anã branca.
Fonte: olhardigital.com.br
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