EUA planejam bloquear ligações de operadoras chinesas
Publicado em 02/11/2026
O governo dos Estados Unidos avança em medidas rigorosas contra o setor de telecomunicações asiático e planeja proibir chamadas telefônicas originadas por companhias da China para números em solo americano. A iniciativa partiu da Federal Communications Commission (FCC), equivalente à Anatel no país norte-americano, e tem votação decisiva agendada para o dia 19 de novembro.
Motivos da restrição e combate a golpes
De acordo com a agência reguladora, a proposta tem como objetivo principal mitigar fraudes baseadas em discagem automática, comumente conhecidas como robocalls. A medida pretende eliminar o acesso direto ao sistema de telefonia local por parte de empresas tradicionais do mercado chinês, a saber:
- China Mobile
- China Telecom
- China Unicom
O presidente da FCC, Brendan Carr, defendeu a ação ao argumentar que a proibição funcionará como um reforço crucial na barreira contra agentes mal-intencionados. Além da proteção direta aos consumidores contra fraudes, a estratégia busca impedir que corporações estrangeiras alcancem bases de dados e estruturas vitais de comunicação dos Estados Unidos.
Riscos à segurança e antecedentes
A ofensiva regulatória ocorre após episódios recentes envolvendo ameaças cibernéticas. Investigações apontaram que um grupo de espionagem digital associado à China, denominado Salt Typhoon, teria conseguido acessar registros de chamadas de cidadãos americanos e comprometido redes de comunicação. O Federal Bureau of Investigation (FBI) reiterou que o grupo permanece ativo.
Como desdobramento dessa política de restrição, a FCC também mira fornecedores que utilizam tecnologia baseada em protocolo de internet com roteadores e equipamentos de marcas como Huawei e ZTE, ambas tratadas como ameaças potenciais à soberania nacional. Até mesmo uma empresa americana vinculada a uma estatal chinesa acabou inserida na lista de sanções.
Impacto comercial e resposta diplomática
A nova investida no setor de telecomunicações acompanha um cenário de forte tensão econômica e comercial entre as duas potências globais, marcado por tarifas elevadas sobre produtos importados da China. Em oposição aos planos anunciados, a Embaixada da China em Washington emitiu críticas duras à proposta, sustentando que a iniciativa prejudica severamente as relações comerciais bilaterais.
Fonte: tecnoblog.net
Deixe um comentário