Azeite antes de carboidrato reduz glicose, diz estudo
Publicado em 27/10/2026
Consumir azeite de oliva antes de ingerir carboidratos pode ser uma estratégia eficaz para controlar os picos de açúcar no sangue após as refeições, de acordo com uma pesquisa recente liderada por cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão. O estudo investigou o impacto dessa gordura na absorção de glicose pelo corpo humano e animal.
O experimento com roedores
Divulgado na revista científica Diabetes, o trabalho científico avaliou o comportamento metabólico de camundongos divididos em grupos específicos. Os animais que consumiram o azeite antes da glicose registraram taxas de açúcar no sangue significativamente menores nos exames laboratoriais realizados após a alimentação.
Hormônios e digestão lenta
Os testes apontaram que a ingestão prévia do azeite provoca uma digestão mais gradual. Além disso, os pesquisadores identificaram a elevação de três hormônios importantes na corrente sanguínea:
- Glucagon
- GIP
- GLP-1
Essas substâncias atuam diretamente na desaceleração da saída dos alimentos do estômago, o que impede aumentos abruptos na glicemia. Em simulações com um modelo voltado para o perfil de camundongos diabéticos, mesmo com baixa produção de insulina, o azeite continuou exercendo controle sobre o pico glicêmico.
Outras gorduras e perspectivas
O estudo também testou outros tipos de gordura, como óleo de linhaça e banha. Embora tenham apresentado bons resultados no controle glicêmico, o azeite se destacou com o melhor desempenho geral entre as opções avaliadas.
O endocrinologista Daisuke Yabe, um dos líderes da investigação, destacou que a ordem dos alimentos no prato é uma abordagem vantajosa. O método altera apenas a forma como a refeição é consumida, evitando a necessidade de restrições severas ou exclusão de grupos alimentares inteiros da dieta.
Próximos passos
Apesar de promissores, os especialistas ressaltam que ainda é cedo para conclusões definitivas em humanos, pois os testes iniciais ocorreram em animais. No entanto, a identificação desse padrão abre caminhos promissores para futuras alternativas no tratamento do diabetes e de complicações metabólicas associadas.
Fonte: olhardigital.com.br
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